quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O 11 DE SETEMBRO

Vou contar um fato
Que vi na televisão
Foi no dia 11 de Setembro
Que eu vi a maior destruição
A destruição do World Trade Center
Indo do Alto até o Chão.


No chão só destroços
Na mente só remorsos
No olhar o choro
Nos prédios ainda há fogo
Fumaça em toda parte
Ainda mortos nas ferragens.


Há mortos
Há desaparecidos
Há destruição
Há aflição
Há choro
Há consolação.


Depois que os prédios foram ao chão
À tarde outro prédio não o vimos mais não
Outro desespero
Outra correria
Na fumaça
A agonia.


À noite muita gente sendo procurado
Nos hospitais há feridos dos atentados
À noite ainda
Um carro cheio de explosivos
Carros policiais ao redor
E também guinchos.


Pessoas sendo procuradas
Nos destroços dos prédios
E à noite bombeiros preocupados
Com os outros soterrados
O gordo vendo TV apavorado
E o magro do seu lado assustado.


Hoje, 27 de Outubro
Me lembro bem daquele dia de terror
Onde a iniquidade tomou
O lugar de todo amor
Mas sei que justiça virá
E tudo há de se ordenar.




P.S: Essa 'Literatura de Cordel' foi uma escrita coletiva de Kellysson Alves Barbosa, Ricardo Silva Pereira, Ramiro de Sousa Diniz e José Claudiano Negreiros Silva. Teve o apoio do professor de História, Rildemar, e uma ajuda complementar do professor de Matemática, Cícero. Foi escrito no dia 27 de Outubro de 2001, quando este grupo de alunos cursava a 7º Série (atual 8º Ano) na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Deputado Álvaro Gaudêncio de Queiroz, localizado no bairro das Malvinas em Campina Grande - PB.

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